domingo, 6 de novembro de 2011

Medicamentos proibidos para pessoas com síndrome de Down


Cássia Valéria Colhone
1. Todos os derivados atropínicos.
A atropina - assim como outros medicamentos anti-colinérgicos - é freqüentemente usada antes de cirurgias. Também é empregada para espasmos intestinais e problemas de bexiga. A sensibilidade dos portadores de Síndrome de Down a estes medicamentos deve-se à deficiência extrema de acetil-colina em seus organismos.
Fontes:
  • Kent McLeod, bioqímico do Laboratório Nutri-Chem, publicado na newsletter Bridges, outubro de 1996).
  • Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo Ltda, Dr. Zan Mustacchi, pediatra especializado – www.sindromededown.com.br

2. Os colírios à base de atropina devem ser igualmente evitados.
Utilizados por oftalmologistas para dilatar as pupilas um exames de fundo de olho. Devido ã hipersensibilidade apresentada pelos portadores se Síndrome de Down ao princípio ativo da atropina, os oftalmologistas devem optar por colírios SEM esta substancia.
Fonte: Dr Ruy do Amaral Pupo Filho, pediatra e pai de uma menina com sídrome de Down.


3. Todos os medicamentos à base de Trimetropin
Provocam alterações no desenvolvimento mental. Os nomes comerciais de medicamentos à base de Trimetropin, no Brasil, são:
Amplectrin Assepium Bacgem Bacgerm
Bactrex Bactricin Bactrim (*) Bactrizol
Balsiprim Benectrin Diastrin Dientrin
Dispeptrim Duoctrin Entercal Enterotrin
Espectrin (*) Geltex Geltrim Imuneprim
Infectrin Intestozol Kelfizina Lipadrim (*)
Pectrasol Primazol Pulkrin Pulmotrin
Reivax Selectrin Septiolan (*) Septra
Septricin Stoptil Stopil Sulfaxol
Supristol Suss Trimesulf Trimexasol (*)
Trizol Urizal Urobactrex Uro-bactrim
Uroctrin  Urofar Uro- Infectrin Uro-Geltrim
Uro-Septiolan Uro-septra Uroseptricin Urotal
Utrim      
(*) Medicamentos com formulação pediátrica   Fonte: Dicionário de Especialidade Médica 83/84
Fonte: Prof. Dr. José Carlos Cabral de Almeida - Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ.


4. Epasmo-Luftal.
É contra indicado porque pode piorar a hipotonia da musculatura intestinal dos portadores de Síndrome de Down propiciando ou agravando a obstipação intestinal (intestino preso), já freqüente nestas crianças.     
Fonte: Dr Ruy do Amaral Pupo Filho, pediatra e pai de uma menina com síndrome de Down.


5. Methotrexate
Devido à maior incidência de leucemia entre portadores de Síndrome de Down, este medicamento é freqüentemente usado. No entanto, a droga é antagonista do ácido fólico, que os portadores de Sïndrome de Down já têm em menor quantidade e assimilam menos ao ingerir alimentos.
Fonte: Kent McLeod, bioqímico do Laboratório Nutri-Chem, publicado na newsletter Bridges, outubro de 1996.


6. Antibióticos à base de sulfa.
Causam maior incidência de brotoejas, exantemas e distúrbios de comportamento. Qualquer composto à base de enxofre provoca efeitos adversos em portadores de Síndrome de Down, dada a   dificuldade de seu organismo em filtrar estes compostos do sangue e eliminá-los eficientemente.
Fonte: Kent McLeod, bioqímico do Laboratório Nutri-Chem, publicado na newsletter Bridges, outubro de 1996.


7. Anestésicos, drogas psicoativas e medicamentos de uso prolongado.
 De modo geral, o organismo humano elimina drogas em duas fases. Na segunda fase, a droga é conjugada ou ligada a uma das três substâncias fabricadas pelo organismo para torná-la solúvel em água e eliminá-la facilmente pelas vias urinárias. Duas dessas substâncias são conhecidas: glutathione e sulfato. Ambas são insuficientemente produzidas no organismo de portadores de Síndrome de Down. A terceira substância ainda não foi suficientemente estudada.  

Isso significa que qualquer droga administrada a uma com SD terá 2 de suas 3 vias de eliminação comprometidas. A droga permanecerá por mais tempo no organismo, com efeitos - benéficos ou colaterais potenciais - mais prolongados. Precauções e atenção especial são recomendados, portanto, na administração de anestésicos, remédios de uso prolongado, drogas psicoativas e medicamentos com períodos terapêuticos pré-determinados.
Fonte: Kent McLeod, bioqímico do Laboratório Nutri-Chem, publicado na newsletter Bridges, outubro de 1996.

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